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ENTREVISTA SÃO CAMILO
(Jô Benetton)

 

01 – Como está a área de Terapia Ocupacional hoje no mercado de trabalho?

Nos Estados Unidos onde a profissão já tem quase um século de existência a Terapia Ocupacional é considerada a oitava profissão em mercado futuro de trabalho. No Brasil a profissão tem apenas trinta e quatro anos e um mercado em abertura. O aspecto positivo para esta abertura e consolidação é a amplitude de mercado que a profissão pode abarcar. Pelas suas próprias características e vocação: social e socializante, a Terapia Ocupacional assiste e tem ação nas Áreas da Saúde, Educação, Trabalho, Industrial e Empresarial.

02 – Qual a importância dessa formação e atuação junto aos pacientes? O que essa área tem agregado na área da saúde?

Não há Terapia Ocupacional sem sujeitos alvo. Pacientes, doentes ou os "necessitados" desse tipo de assistência são antes de tudo pessoas que na sua integridade devem ser vistas e respeitadas e assistidas. Assim sendo, só com uma boa formação, isto é, conhecimento e cultura é que devem ser atendidas. Na minha experiência, pelo menos uma especialização deve ser cumprida para se começar a dizer de uma boa formação.

03 – Quais são as perspectivas dos alunos e recém-formados no mercado? Há "espaço"para todos?

Não tenho dúvida sobre a ampliação do mercado para terapeutas ocupacionais, mas esse mercado só se consolidará pela formação e consistência dos profissionais.

04 – Fale um pouco sobre sua experiência profissional e o que significa para você chegar onde chegou.

Todos que me conhecem sabem que gosto muito de ser terapeuta ocupacional. Esse gostar, fonte de entusiasmo e uma grande dose de disciplina em estudo e pesquisa, (principalmente da clínica), têm sido instrumentos preciosos no meu trabalho profissional.
Não sei se sei onde cheguei e nem tenho claro onde quero chegar, o que sei é que ainda não esgotei a abertura de "trilhas" no meu caminho profissional. Hoje, até tenho uma queixa, que é falta de tempo para escrever. Tenho anotações espalhadas por todo lado e paradoxalmente o trabalho na universidade deixa pouco espaço para o livre pensar e transmitir. Sem dúvida isso tem a ver com a burocratização da universidade, com relatórios e relatórios..., atividade pouco nobre, muito diferente das criativas, criadoras e construtoras ATIVIDADES do cotidiano da terapia ocupacional.

 

Silmara Simões
Jornalista
silmara.simões@mp2.com.br